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FET - TRANSISTORES DE EFEITO DE CAMPO
Os transistores de Efeito
de Campo, JFET e MOSFET's, tem como características
básicas e controle de uma corrente por um campo elétrico
aplicado. A corrente flui entre os terminais chamado Suplidouro - S, e
Dreno - D, e o campo devido a uma tensão aplicada entre um terminal
de controle, a porta "Gate" - G, e o suplidouro. Este compartimento é
análogo a das válvulas eletrônicas pentodo.
A vantagem prática dos FET's que os torna cada vez mais comuns,
principalmente os MOSFET's, sua alta inpedância de entrada, não
é necessária praticamente nenhuma corrente de entrada na
porta para o controle da corrente de dreno.
JFET
O primeiro FET desenvolvido foi o de junção, FET (Junction
Field Efect Transistor). Há dois tipos: Canal N e Canal P.
Sua estrutura consiste numa barra de material semicondutor N (ou P),
envolvida no centro com material P (ou N), a região N (ou P) esta
parte, estreita, é chamado canal, por influir a corrente controlada.
Estrutura do JFET canal N
Símbolos
Note que em torno de um canal forma-se uma região de potencial na
junção PN. Esta barreira restringe a área de condução
de canal ao outro.
FUNCIONAMENTO
Na figura acima temos o circuito de teste JFET com uma fonte variável
Ves, que controla a corrente do canal ID. Note que Ves, é na polarização
reversa (- no gate P).
Inicialmente fazemos Ves = 0. O canal N está normalmente aberto,
pois a barreira de potência é mínima, assim,
circula uma corrente máxima chamado IDSS, característica
do JFET para Vds.
Agora vamos aumentar Ves, fazendo que a largura da barreira de potencial
aumente. Então a área de condução diminui,
que diminui a corrente de dreno. O campo elétrico entre a porta
e o supridouro repele elétrons ao canal, nas proximidades da junção
e a corrente fica confinada ao centro, diminuindo. Este é o efeito
de campo, que dá nome ao transistor.
Quando maior a tensão reversa Ves, menor a corrente de dreno,
com Vds fixa. Se aumentarmos gradualmente, chegará num ponto em
que a corrente se anulará. A tensão Vgs nesse ponto é
chamado Vgsoff ou Vgscorte, a tensão de estrangulamento do canal,
ou de corte.
CURVAS
CARACTERÍSTICAS
Curva de Transcundância
Esta curva, válida para Vds > Vgs de corte, descreve o controle
de corrente de dreno pela tensão porta / apridouro. É a curva
da região ativa do JFET.
Curva Característica de Dreno
É análoga à característica de coletor do transistor
bipolar, e semelhante à característica de placa e uma válvula
pentodo. Descreve o comportamento nas três regiões de operação,
para diversos valores de Vgs.
REGIÃO
DE OPERAÇÃO
Na região ativa, a corrente de dreno é controlada pela tensão
Vgs, e quase não varia com tensão Vds (compartimento de fonte
de corrente controlada). Nesta o JFET pode funcionar como multiplicador
de fonte-de-corrente.
O JFET está nesta região quando Vds > Vescorte nas curvas
características é a parte horizontal da curva para uma certa
Vgs (toda a área fora de saturação, hachurada, e entre
as curvas Vgs1 e Vgs6)
A saturação ocorre quando Vds < Vgscorte. Aqui a corrente
ID depende tanto de Vgs como Vds (comportamento de resistor controlado).
Nas curvas características de dreno, é a reta inclinada que
une cada curva a origem do gráfico. Repare que as inclinação,
relacionada à resistência do canal, é diferente em
cada uma das curvas (valores de Vgs). Nesta região, o JFET atua
como resistor controlado por tensão, ou chave, conforme a aplicação.
Quando Vgs ? Vgscorte, o JFET está na região de corte,
e a corrente de dreno é nula. Usada na operação como
chave (alternando com a saturação - chave fechada).
APLICAÇÕES
1) Fonte de Corrente:
O valor de RS e a curva do JFET determinam a corrente ID.
O circuito opera o JFET fica na região ativa, ou seja, Vds> Vgscorte,
isso impõe limite ao valor de RL.
O circuito é usado em polarização, sendo freqüência
dentro dos amplificadores operacionais e outros CI's analógicos.
2) Amplificadores:
Na operação como amplificadores, usamos o conceito da Transcondutância,
que define o ganho dos FET's.
A Transcondutância, gm ou ???é a relação entre
a variação na corrente Id e a variação em Vgs
que a provoca.
Nos FET, a Transcondutância é maior para tensão
Vgs de polarização menor e corrente ID maior.
Assim, o ganho é determinado pela polarização
como nos bipolares e válvulas), e o tipo de FET.
a) Polarização: A corrente de dreno de JFET segue
a relação quadrática.
Os valores de IDSS e Vgscorte variam conforme o tipo e o exemplar, dentro
de limites amplos.
Uma polarização somente pode ser feita através
de ajuste de trimpot, ou através de uma fonte de corrente com bipolar.
O tipo mais comum é a autopolarização.
Obs.: Nos amplificadores dreno comum Rd não é usado. Ele
não altera a corrente de dreno.
A corrente circula em Rs, surgindo uma queda de tensão nele.
A porta está aterrada através de Rg, e então a tensão
em Rs aparece entre S e G, polarizando o JFET com uma tensão reversa,
que se opõe à corrente de dreno (Suplidouro), regulando-a
através de realimentação negativa. A corrente então
fica dada pelas características do FET e o valor de Rs.
Também se usa polarização por divisão de
tensão, semelhante à usada com transistor bipolar, mas menos
exata (pouco melhor que a autopolarização).
b) Supridouro comum:
É a mais usada, pois oferece ganho de tensão.
O sinal de entrada é aplicado entre a porta e o Suplidouro,
e a saída colhida no dreno. A fase é invertida.
A impedância de entrada é muito grande, já que
a junção porta-suplidouro está polarizada reversamente,
circulando apenas uma desprezível corrente de fuga. Na prática,
a impedância é dada pelo resistor RE de polarização.
Já a de saída é um pouco menor que RD.
O ganho de tensão é dado por:
Seu valor na prática fica entre 3 e 30 vezes, em geral (bem menor
que no bipolar).
É comum na entrada de instrumentos de medição,
e dentro de C.I. analógicos, pela alta impedância.
Obs: Cent. pode ser omitido, em algumas aplicações. Nos amplificadores
com acoplamento direto, todos os capacitores são dispensados, mas
o ganho diminui.
Colaboração :O mundo da eletrônica.
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