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Efeito da carga e da corrente de excitação

Motor síncrono sem carga

No motor síncrono o rotor engata-se magneticamente para acompanhar o campo girante, criado no estator, e deve continuar a girar em sincronismo qualquer que seja a carga. A Figura 11 mostra a posição do rotor sem carga

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Consideremos um motor sem carga com velocidade síncrona. A corrente de excitação poderá ser ajustada para que a fem induzida (fcem) seja praticamente igual à tensão aplicada ( tex2html_wrap_inline7755 ). Neste caso nenhuma corrente é absorvida da rede. A Figura 12 mostra os fasores das tensões.

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A variação da corrente de excitação dá ao motor síncrono a capacidade de poder funcionar com fator de potência unitário, ou em avanço ou em atraso, sendo esta propriedade uma das notáveis vantagens que este motor apresenta, permitindo que ele funcione no sistema comportando-se como um reator ou um capacitor.

Se a corrente de excitação for insuficiente para gerar um fluxo capaz de produzir nos condutores do estator uma fem igual e oposta à tensão aplicada, uma corrente tex2html_wrap_inline7385 irá circular nos condutores do estator tal que o campo por ela produzido combinado com o campo produzido pela corrente de excitação possam gerar nos condutores do estator uma fem igual e oposta à tensão aplicada. A Figura 13 mostra os fasores para esta situação.

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A corrente tex2html_wrap_inline7385 fica defasada de tex2html_wrap_inline7603 (em atraso) da tensão tex2html_wrap_inline7763 , pois o circuito é indutivo. Em relação a tensão aplicada tex2html_wrap_inline7383 esta corrente também fica atrasada de tex2html_wrap_inline7603 . Assim, podemos dizer que um motor síncrono subexcitado se comporta como um indutor.

Se, agora, considerarmos o motor síncrono sobreexcitado a fem induzida tex2html_wrap_inline7769 se tornará maior do que a tensão aplicada tex2html_wrap_inline7383 ; e, nesta hipótese, tex2html_wrap_inline7763 inverte o seu sentido, como mostra a Figura 14.

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Em relação a tensão aplicada tex2html_wrap_inline7383 a corrente tex2html_wrap_inline7385 fica adiantada de tex2html_wrap_inline7603 , e nesta situação o motor síncrono se comporta como um capacitor.

Vê-se, portanto, que o campo produzido pela corrente no estator ou ajuda ou se opõe ao campo criado pela corrente de excitação de modo a manter constante o fluxo no entreferro.

Devida a esta versatilidade o motor síncrono é utilizado em sistema de potência para controle da tensão.

Motor síncrono com carga

A velocidade do motor síncrono não diminui quando funciona com carga, pois sua velocidade é essencialmente constante e igual a velocidade síncrona.

Considerando V = E e colocando carga no motor síncrono, a sua velocidade tende a diminuir momentaneamente e ocorrerá um deslocamento angular entre os pólos do rotor e o estator de um ângulo tex2html_wrap_inline7167 (chamado de ângulo de torque), como mostra a Figura 15.

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As tensões tex2html_wrap_inline7383 e tex2html_wrap_inline7769 não mais estarão em sentidos opostos. A tensão resultante tex2html_wrap_inline7763 fará com que uma corrente tex2html_wrap_inline7385 flua no enrolamento do estator e estará defasada de aproximadamente tex2html_wrap_inline7603 , devido a alta indutância dos enrolamentos do estator. A Figura 16 mostra os fasores nesta situação.

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Um aumento da carga resulta num grande ângulo de torque, que produz um aumento de tex2html_wrap_inline7763 e tex2html_wrap_inline7385 . O rotor perde o sincronismo caso uma carga excessiva seja imposta ao eixo do motor, causando a sua parada.