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Regras práticas para escolha de um motor

Embora o assunto mereça um estudo mais profundo, em espacial para grandes potências, podemos sugerir a seguinte sequência, para a escolha de um motor:

a.
Dados sobre a fonte de energia: contínua ou alternada, monofásica ou trifásica, frequência.
b.
Potência necessária: deverá ser a mais próxima possível da exigência da carga .

Fórmulas:

equation5227

sendo

tex2html_wrap7719 - potência em cv

tex2html_wrap7720 - força em kg

tex2html_wrap7721 - velocidade em m/s

tex2html_wrap7722 - conjugado em kgm

tex2html_wrap7723 - rotação em rpm

  equation5237

sendo

tex2html_wrap7719 - potência em HP

tex2html_wrap7725 - conjugado ou torque em lb-ft

tex2html_wrap7723 - rotação em rpm

c.
Elevação de temperatura: na placa do motor, obtém-se dados sobre a elevação de temperatura permissível, em geral tex2html_wrap_inline7741 . Caso não haja indicação, não permite elevação. Os motores a prova de pingos permitem sobretemperatura de tex2html_wrap_inline7741 e os à prova de explosão, tex2html_wrap_inline7745 . Um aumento de tex2html_wrap_inline7747 acima do permitido diminui 50% da vida do isolamento.

d.
Fator de serviço: tendo em vista a economia, pode-se escolher um motor com potência um pouco inferiorà máquina operatriz, sem o mesmo risco, desde que a tensão, número de fases e a frequência sejam nominais.

e.
Velocidade do motor: precisamos saber se o acoplamento do motor à máquina acionada é direto ou indireto (engrenagens, caixas redutoras, polias com correias ou cabos). Os dados de placa do motor referem-se à rpm em plena carga; em vazio, a rotação dos motores de indução é ligeiramente superior. A maioria dos motores, emprega-se a rotação constante. (Ex. bombas, compressores, ventiladores, tornos, etc.) Quando há necessidade de variar a rotação pode-se usar: para pequenas potências (fração de HP), reostato divisor de tensão, e para potências maiores, motores de corrente contínua ou de indução com rotor bobinado. Se o motor aciona a máquina operatriz por meio de correia, deve-se manter a correia razoavelmente frouxa, pois correias muito apertadas se estragam, além de danificar os mancais e o motor; elas aumentam a potência necessária à máquina. A Tabela 2 ajudará na escolha das polias para diferentes velocidade na máquina operatriz. Esta Tabela é para um motor de

f.
Torque ou conjugado: precisamos saber se o motor parte em vazio ou em carga, para escolhermos um motor de baixo ou alto conjugado de partida. Segundo a ABNT os motores de baixo conjugado de partida são da categoria B e os de alto conjugado de partida , categoria C (vide item Categoria). Deve-se escolher sempre um motor com um conjugado máximo pelo menso 30% maior que os picos de carga. A Tabela 3 fornece os conjugados máximos dos motores de 60 Hz, com uma velocidade.

É evidente que, para escolha mais criteriosa do motor necessitamos conhecer o comportamento da carga; durante a fase de partida, isto é, desde o repouso até a velocidade nominal, o motor deverá desenvolver um conjugado, que deverá ser a soma do conjugado da carga e do conjugado de aceleração.

equation5311

sendo

tex2html_wrap7727 - conjugado motor

tex2html_wrap7728 - conjugado da carga

tex2html_wrap7729 - conjugado da aceleração

Na rotação nominal tex2html_wrap_inline7749 e na desaceleração tex2html_wrap_inline7751 é negativo.

g.
Tipo de carcaça: conform o ambiente em que vai ser usado, o motor deve ser especificado com as seguintes características: