Modelo de circuito equivalente do transformador

No que diz respeito ao comportamento entre terminais, vimos que o enrolamento primário atuando isoladamente, pode ser representado pela Figura 7. Podemos identificar o fluxo produzido pelo indutor tex2html_wrap_inline7637 com o fluxo principal, estabelecido no circuito magnético principal e concatenando-se com qualquer enrolamento que o envolva - por exemplo, com o enrolamento secundário da figura 8. Quando circula corrente no enrolamento secundário (imposta pela carga), a fmm atuará não somente no circuito magnético principal, mas também na região de dispersão, originando fluxos de dispersão, com representados na Figura 9. A exemplo do que ocorre no enrolamento primário, o enrolamento secundário possui uma indutância de dispersão. Analogamente ao que foi feito para o enrolamento primário, é conveniente representá-la no modelo por uma indutância concentrada, junto à resistência secundária e fora do transformador. O fluxo principal concatenar-se-á agora com os dois enrolamentos do transformador.

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Podemos considerar as correntes magnetizante e de perdas no ferro do enrolamento primário separadas da corrente de carga. A corrente magnetizante é que produz o equilíbrio de fmm com o secundário. Neste modelo, é conveniente manter o reatância tex2html_wrap_inline7643 (devido a indutância tex2html_wrap_inline7637 ) e o resistor tex2html_wrap_inline7647 da Figura 7. Estes são previstos para absorver correntes iguais às de magentização e de perdas no ferro. A Figura 10 é, portanto, um modelo apropriado para o tranformador com carga. Todas as ``imperfeições'' foram removidas do tranformador propriamente dito, restando um tranformador ideal (mostrado dentro do retângulo tracejado), sem fluxo de dispersão e sem perdas, efetuando tão-somente transformações nos valores das tensões e correntes