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CENTRAIS TELEFÔNICAS
Porque
de uma central telefônica?
Chegamos na situação depois da invenção
do telefone, na qual apenas dois aparelhos viriam a constituir uma rede
telefônica. Porem, dois únicos aparelhos mantendo contato
entre si, não satisfazem o conceito de uma comutação
telefônica.
Na fig. 1 existem quatro terminais telefônicos, cada qual podendo
se comunicar com os demais. Note que cada linha traçada corresponde
fisicamente a um par de fios, essa situação cria um inconveniente,
o sigilo da ligação.
Então surge um novo conceito o da COMUTAÇÃO
TELEFONICA, eliminando-se os dais aparelhos pertencentes a esta rede. A
comutação telefônica e como o acoplamento de
uma chave selecionadora determinando qual aparelho será realizado
o contato, mas há um problema grave, o grande volume de pares de
fios, a solução para este problema era o núcleo comutador
que recebe as informações provenientes de um dado telefone
designa qual aparelho o assinante deseja se conectar, realizando as operações
de comutação e encaminhamento da ligação. Este
é o conceito de uma central telefônica.
Funcionamento
de uma central telefônica.
As primeiras centrais que surgiram possuíam uma mesa comutadora,
controlada por uma telefonista que realizava as conexões entre o
aparelho chamado e o chamador através da sinalização
(geralmente por luzes) que o chamador ao tirar o fone do gancho gerava
no painel desta mesa assim a telefonista interrogava o chamador perguntando
qual aparelho o assinante desejava se comunicar. A telefonista criava uma
rota interligando o assinante chamador ao chamado este sistema e chamado
de PBX(Private Branch Exchange)(ramal privativo de troca) muito utilizadas
por empresas de médio e grande porte para a comunicação
entre departamentos mas hoje comum novo nome PABX(onde a quer dizer automático).
O principio da centralização das funções
de seleção de um único elemento e a central comutadora
onde a mesa comutadora é a central telefônica manual ou então
pode ser por chaveamento automático. Elas possuem no centro o elemento
inteligente e como ponta os terminais telefônicos.
A
matriz crosspoint
Como toda a matriz, a crosspoint também é fundamentada
em linhas e colunas. a intersecção de uma linha com uma coluna
originava um elemento da matriz e cada aparelho está conectado a
uma dessas intersecções.
A matriz em seu estado de repouso esta com suas intercecções
no estado aberto, se um telefone vier a se comunicar com outro, linha correspondente
a este telefone será ativada assim como a coluna associada ao aparelho
chamado.
O aparelho chamador (linha) sempre aciona a coluna do chamado. Mas
este sistema tinha o inconveniente da grande quantidade de reles. Para
central de 1000 terminais seriam necessários 1000 x 1000 =1000000
de conjuntos de relés.
Entroncamentos telefônicos
Podemos afirmar que um aparelho telefônico fica 90% de seu tempo
em repouso, e os outros 10% recebendo ou fazendo ligações,
Assim sendo os reles da matriz ficariam inativos por grande intervalo de
tempo confirmando o grande custo envolvido e que no final das contas não
seria utilizado. Na matriz crosspoint pode-se notar que é impossível
que 100 ou mais telefones se comuniquem simultaneamente numa central de
1000 terminais.
Concretização
das técnicas
Em 1889, Almon B. Strowger inventa o seletor de dois movimentos descrito
como 10 linhas contendo 10 contatos cada na forma matricial (10 x
10) este seletor movimentava-se na vertical e horizontal efetuando o contato
elétrico entre cada um dos 100 contatos. A idéia teve
sucesso mas sobre um aspecto diferente o plano dos contatos foi modificado
par o formato de um arco e os movimentos limitavam-se na vertical
e rotativos do eixo.
Chaves de strowger inventadas para substituir o seletor de dois movimentos
atende a uma rede de 100 telefones através de 10 linhas com códigos
de 00 a 99.
Seletores primários reconhecem quando o assinante suspendia
o telefone do gancho procurando se acoplar a um seletor de grupo, este
reconhece o primeiro digito discado posicionando-se no contato correspondente
a este número, este seletor reconhece o segundo número e
aciona o próximo seletor de grupo que se posiciona onde se localiza
o telefone chamado estabelecendo a ligação telefônica
desejada.
Centrais
de comando direto e indireto
As centrais de comando direto são as centrais na qual o ato
de tirar o fone do gancho e discar o numero desejado já acionavam
os seletores que fazem a conexão com o destinatário. No entanto
o acionamento direto destes dispositivos pelo próprio ato da discagem
restringe o numero de contatos selecionados (100 no total ) 10 na vertical
e 10 na horizontal devido a limitada quantidade de números gerados
pelas informações discadas. Dessa forma, dois dígitos
discados seqüencialmente moveriam a linha e a coluna referentes aos
números discados.
As centras de comando indireto são centrais na qual as informações
geradas pelo ato de discagem de um telefone eram inicialmente recebidas
por dispositivos especiais, que registravam as informações
e depois mandava para os marcadores que selecionavam as chaves seletoras
acionando o numero desejado, sendo que o registrador era usado apenas na
fase de discagem e não no momento da conversação,
sendo assim poucos registradores eram necessários
Tentando
obter uma central crosspoint
As centrais crosspoint tiveram um grande avanço apesar das vantagens
sobre as chaves seletoras seu custo era muito alto pelo fato da alta quantidade
de relés o que fez com que se desenvolvessem reles de baixo custo
com vantagem do tempo de resposta (de 2 a 10 ms), vida útil longa,
confiabilidade, e fácil manipulação, .para este tipo
de controle foi realizado um tipo de bloco de comando que realizava as
ligações eletricamente.
Matrizes
crosspoint eletrônicas
Com o desenvolvimento da eletrônica foi tentado se realizar a
substituição dos reles por dispositivos PNPN com sistemas
reduzidos(referente ao tamanho), longa vida útil, alta velocidade
de comutação, mas estes dispositivos atenuam os sinais, devido
a alta impedância, causando uma amplificação do sinal
Comando
eletrônico do bloco comutador
Afim de reduzir esforços , manutenção, aumento
da capacidade, menor espaço utilizado, levou a pesquisa de centrais
eletronicamente controladas.
Na qual todas as informações eram transformadas em sinais
digitais desde a discagem, transferencia e recepção de sinais
eram transformados, no circuito digital as entradas e saídas
do circuito de controle consistem em dados fornecidos e recebido sobre
a forma binaria.
Na configuração deste circuito, o principio de saída
é função das combinações apresentadas
na entrada.
Assim a saída de um circuito de controle em um dado instante sería
função não apenas da sua entrada naquele intervalo
de tempo, mas também das entradas no instante anterior, que não
estão mais presentes, sendo assim o controle deve memorizar as entradas
já recebidas, para serem comparadas com os níveis presentes,
e determinarem os estados de saída, os circuitos que obedecem a
esta regra são denominados circuitos seqüenciais.
Na figura abaixo podemos notar três registradores distintos o primeiro
autoriza a entrada de sinais ao circuito de controle, o segundo atualiza
o conteúdo dos módulos de memória e o terceiro permite
a passagem do circuito para o exterior, alem de armazenar os dados do novo
estado em um bloco intermediário. Tais configurações
recebem o nome de circuito de controle seqüenciais síncronos".
Centrais
com controle por programa armazenado(CPAs)
Os circuitos apresentados são na maioria viáveis, mas
como a telefonia cresce cada vez mais são necessários que
aumentemos o numero de memórias, centrais, entre outros, levando
em conta a complexidade dos circuitos que cada vez se cada vez vão
sendo mais difíceis de serem simulados. Então para grandes
sistemas de controle, estes circuitos, poderiam ser controlados por computadores
ao invés de simples circuitos seqüenciais que poderiam muito
bem serem programados para criar saídas e estados futuros partindo
de entradas e estados presentes o computador atua como um dispositivo de
controle seqüencial que realiza varreduras constantes pela rede.
Alem das vantagens das centrais telefônicas eletrônicas
as CPAs possuem algumas a mais como.
1 redução de custos devido ao grande desenvolvimento dos
computadores
2 muita flexibilidade para modificações
3 oferecimento de serviços de melhor qualidade para o assinante.
Classificação das Ligações
Telefônicas
Ligação
Ponto a Ponto
É uma ligação entre dois pontos fixos, o meio
de transição usado é um par de fios que interliga
dois aparelhos como mostra a figura abaixo.
Porem com o aumento do número de assinantes, o número de
pares de fios crescia consideravelmente, já que com 10.000 assinantes
seriam 49.995.000 pares de fios. Veja o emaranhado de pares de fios
necessários para interligar somente seis assinantes na figura abaixo.
Central
Local
Uma central telefônica chamada de local é aquela que atende
assinantes dentro de sua área de ação, o número
de assinantes de uma central local pode variar dentre 100 a 10.000 assinantes.
Com o aumento deste número torna-se necessário a existência
de várias centrais locais como mostra a figura abaixo.
As várias centrais locais devem ser ligadas entre si, possibilitando
que assinantes de uma determinada central se comuniquem com assinantes
de qualquer outra. Essa ligação é realizado por um
Cabo Tronco.
Central
Tandem
Com o aumento do número de assinantes, torna-se insuficiente
o uso somente de centrais locais, pois iria acarretar o aumento de
Cabos Tronco e com isso acarretaria altos custos financeiros para efetuar
essas interligações.
Devido a esses problemas foram introduzidas as centrais Tandem, ou
seja centrais que interligam diversas centrais locais.
Nos grandes centros é utilizada várias centrais Tandem ligadas
entre si por cabos troncos, interligando diversas centrais locais.
Central
Trânsito Interurbana
As centrais que apresentemos até agora são válidas
somente para locais próximos, agora imaginemos que precisamos ligar
para um assinante de outra cidade, é obvio que não seria
viável ligarmos as centrais locais de uma cidade com as centrais
locais de outra cidade através de cabos troncos pois o custo seria
monstruoso. Devido a este problema foi criada uma forma de comutar assinantes
de diversas centrais locais através de uma central especial , chamada
de Central Trânsito Interurbano, como mostremos na figura abaixo.
Colaboração :O mundo da eletrônica.
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