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CABINAS SEMI-ENTERRADAS.
* coletada da NTC 9-17300 da COPEL.


APRESENTAÇÃO



Dando prosseguimento às atividades de elaboração de manuais técnicos para distribuição de energia elétrica e com o objetivo de estabelecer as características a serem atendidas pelas cabinas semi-enterradas, integrantes de entradas de serviço de consumidores atendidos através de sistema com tensão nominal 13,8 kV, a Companhia Paranaense de Energia - COPEL está fazendo vigorar, a partir desta data, esta norma técnica.
As prescrições desta norma visam estabelecer os requisitos básicos a serem atendidos na construção das referidas cabinas, evitando-se interferência nos aspectos construtivos dos mesmos, os quais são de responsabilidade dos fabricantes e projetistas.



1 - INTRODUÇÃO

Esta norma tem por objetivo estabelecer as condições mínimas para a construção de cabinas semi-enterradas de consumidores atendidos pela COPEL, através de sistema com tensão nominal de 13,8 kV, a partir de redes de distribuição aéreas.
As prescrições desta norma são aplicáveis a consumidores com potência de transformação inferior a 1000 kVA.
Na elaboração de projetos dotados de cabina semi-enterrada, deverão ser seguidas as prescrições desta norma, além daquelas constantes da NTC 9-03100 "MANUAL TÉCNICO - MEDIÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO - FORNECIMENTO EM TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO" da COPEL.

2 - TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES

2.1 - CABINA SEMI-ENTERRADA
Construção localizada dentro da propriedade consumidora, destinada a abrigar o transformador de distribuição, os equipamentos de medição e de proteção e demais equipamentos e acessórios para sua ligação.
Os diversos elementos que compõem uma cabina são identificados na figura abaixo.

2.2 - MÓDULO
Subdivisão da cabina semi-enterrada destinada a abrigar os equipamentos específicos que contribuem para uma determinada função.Os módulos serão denominados pela principal função dos equipamentos neles contidos.

2.3 - MÓDULO DE MEDIÇÃO
Parte da cabina onde estão localizados, principalmente, os equipamentos de medição (transformadores de corrente e de potencial) e equipamentos complementares.

2.4 - MÓDULO DE PROTEÇÃO
Parte da cabina onde estão localizados o disjuntor de AT, a chave seccionadora correspondente e equipamentos complementares.

2.5 - MÓDULO DE TRANSFORMAÇÃO
Parte da cabina onde estão localizados o transformador, a chave seccionadora correspondente e equipamentos complementares.

2.6 - COMPARTIMENTO
Subdivisão destinada a abrigar parte dos equipamentos ou algum equipamento específico de um módulo.

2.7 - DIVISÃO
Divisória de concreto ou metálica (grade) que separa dois módulos ou compartimentos.



3 - CARACTERÍSTICAS GERAIS












3.1 - A cabina semi-enterrada deverá ser projetada para abrigar equipamentos de tensão máxima de 15 kV e tensão suportável nominal de impulso atmosférico (crista) de 95 kV.

3.2 - A cabina deverá ser localizada de forma a permitir fácil acesso por pessoas e veículos, podendo ser instalada em local isolado, no máximo a 100 m do alinhamento do terreno.

3.3 - A cabina deverá ser constituída por módulos de medição, proteção e transformação ou por somente alguns desses módulos. O aspecto físico da cabina deverá ser semelhante ao apresentado na fihura ao lado.

3.4 - Os módulos da cabina semi-enterrada deverão ter dimensões compatíveis com os equipamentos a serem instalados.













3.5 - Os equipamentos deverão ser instalados na cabina semi-enterrada de acordo com os diagramas unifilares apresentados na figura ao lado.

3.6 - A cabina deverá ser dotada de tampa metálica ou de outro material não combustível, para proteção contra contatos acidentais às partes vivas no seu interior e a penetração de água, com grau de proteção IP44, de acordo com a NBR 6146 da ABNT.
Deverá ser provida de grade metálica de arame galvanizado e malha máxima de 20 mm, instalada imediatamente após a tampa, conforme ilustração na figura abaixo.

3.7 - As tampas e demais partes metálicas deverão receber tratamento anti-corrosivo e pintura adequados às condições em que serão instaladas.

3.8 - Na parte frontal das tampas superiores da cabina, deverão ser fixadas placas de advertência com os dizeres: "PERIGO DE MORTE - ALTA TENSÃO".

3.9 - A cabina deverá apresentar os seguintes aspectos estruturais:
- Base de concreto dimensionada em função do peso dos equipamentos, com ralo para escoamento de água e saída para caixa de captação de óleo nos cubículos de transformação.
- As paredes deverão ser construídas em alvenaria ou em concreto.

3.10- No caso de existirem outros módulos além do de medição e de se optar pela instalação de TP auxiliar, a ligação do primário deste TP deverá ser feita antes da chave seccionadora situada imediatamente após a medição, de modo que o mesmo não seja desenergizado quando da abertura da referida chave.

3.11- O sistema de aterramento deverá ser constituído por malha de terra dimensionada de tal forma que proporcione segurança contra os potenciais de toque e de passo.

3.12- O condutor de aterramento das partes condutoras normalmente sem tensão poderá ser cabo de cobre nu ou de aço cobreado de bitola mínima 16 mm2, sem seccionamentos, devendo ser conectado firmemente ao sistema de aterramento da instalação através de conectores de aperto ou de processo de solda exotérmica.

3.13- A instalação dos pára-raios da cabina poderá ser dispensada quando a distância elétrica entre as muflas da derivação e as da cabina for no máximo 18 m.

3.14- A ligação dos pára-raios ao sistema de aterramento deverá ser feita através de condutor de aterramento específico conectado a uma haste da malha de aterramento.

3.15- Demais aspectos sobre aterramento deverão atender as prescrições da NTC 9-03100 "MANUAL TÉCNICO - MEDIÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO - FORNECIMENTO EM TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO" da COPEL.

3.16- O sistema de ventilação da cabina deverá ser dimensionado em função da característica específica do projeto, sendo o projetista responsável por eventuais defeitos em equipamentos provocados por insuficiência do referido sistema.


4 - CARACTERÍSTICAS DO MÓDULO DE MEDIÇÃO

4.1 - O módulo de medição deverá ser utilizado nos casos de instalações com medição em AT.

4.2 - Recomenda-se que a disposição dos equipamentos no interior do módulo de medição seja feita de acordo com a Figura abaixo, respeitando-se a distância mínima de 150 mm, tanto entre fases como entre fase e terra.
4.3 - Os transformadores de corrente e de potencial deverão ser instala dos em suportes que permitam regulagens horizontal e vertical, de modo a se evitar o deslocamento de outras peças ou equipamentos em caso de ser necessária a sua substituição.


4.4 - A tampa metálica superior desse módulo deve possuir dispositivos para colocação de lacres a fim de garantir a inacessibilidade aos equipamentos de medição.

4.5 - A fiação desde os secundários dos transformadores de corrente e de potencial até a caixa para medidores deverá ser protegida por eletroduto ou calha plástica.


5 - LOCALIZAÇÃO DA MEDIÇÃO

5.1 - Deverá ser previsto espaço compatível para instalação das caixas para equipamentos de medição padronizadas da COPEL.

5.2 - A medição poderá ser instalada na própria cabina, ou em parede pró xima, distante, no máximo, 10 m da mesma.

5.3 - No caso de medição horo-sazonal, deverá ser instalado na cabina dispositivo para proteção da medição contra a incidência direta dos raios solares e proteção de pessoas em situações sob chuva, ou deverá ser construído abrigo conforme NTC 9-10142 e NTC 9-10143 para a instalação da medição.


6 - CARACTERÍSTICAS DO MÓDULO DE PROTEÇÃO

6.1 - Esse módulo deverá ser utilizado para os casos em que for necessária a utilização de disjuntor de AT.

6.2 - Deverá ser prevista uma chave seccionadora tripolar antes do disjuntor de AT.

6.3 - Deverá haver dispositivo de intertravamento (de preferência mecânico) que impeça a manobra da chave seccionadora deste módulo estando o disjuntor fechado.


7 - CARACTERÍSTICAS DO MÓDULO DE TRANSFORMAÇÃO

7.1 - No caso de cabina composta por mais de um transformador, recomenda se que cada transformador seja instalado em módulo exclusivo.

7.2 - No caso de cabina composta por mais de um transformador deverá ser prevista chave seccionadora exclusiva para cada transformador.

7.3 - No caso de cabina com um único transformador, a chave seccionadora será dispensada quando na instalação existir disjuntor de AT, ou quando as seguintes condições forem simultaneamente atendidas:
a - Se existir perfeita visibilidade entre a cabina e o poste da COPEL onde estão instaladas as chaves fusíveis da derivação.
b - Se a cabina estiver a uma distância máxima de 50 m do alinhamento da via pública.

7.4 - Com o objetivo de preservar os aspectos de segurança, deverá ser instalada placa de advertência junto à alavanca de acionamento da chave seccionadora, com os seguintes dizeres: "NÃO OPERE ESTA CHAVE SOB CARGA".

7.5 - No caso de instalação com medição em BT, os condutores secundários deverão ficar inacessíveis desde os terminais do transformador até a caixa dos TC. Para se evitar acesso aos terminais do secundário do transformador, deverão ser utilizadas caixas de blindagem com dispositivo para lacre ou fitas auto-fusão.

7.6 - O módulo de transformação deverá possuir sistema para captação do óleo do transformador.


8 - COMPONENTES DO PROJETO DA CABINA SEMI-ENTERRADA

O projeto da cabina semi-enterrada deverá ser composto dos seguintes elementos:

8.1 - MEMORIAL DESCRITIVO
a - Descrição geral da cabina semi-enterrada, evidenciando as características construtivas (material e tratamento utilizados, etc.).
b - Deverão ser também mencionados os aspectos sobre o local de instalação (interna ou externa) e outras informações necessárias.
c - Descrição básica do sistema de operação e proteção adotados.

8.2 - DESENHOS CONSTRUTIVOS
a - Os desenhos da cabina deverão ser elaborados em papel com formato padronizado e dobrados conforme as prescrições da NBR 5984.
b - Os desenhos da planta, cortes e detalhes deverão mostrar o posicionamento dos equipamentos e outros componentes da cabina, as respectivas cotas de afastamento e as alturas mínimas.
c - Todos os principais equipamentos e componentes da cabina deverão ser especificadas no projeto.

8.3 - DIAGRAMA UNIFILAR
O diagrama unifilar deverá indicar de forma esquemática, desde a derivação da rede de distribuição da COPEL, todos os equipamentos componentes da cabina e a seqüência em que estão ligados, bem como a atuação das proteções e os intertravamentos.

8.4 - RELAÇÃO DE MATERIAIS
Esta relação deverá conter as especificações dos principais equipa mentos no projeto da cabina e suas quantidades.


9 - ANÁLISE DO PROJETO DA CABINA SEMI-ENTERRADA

9.1 - O projeto da cabina deverá ser encaminhado em três vias, para análise e aprovação da COPEL, juntamente com o projeto da entrada de serviço a ser analisado, constituindo-se em um componente deste.


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