|
AMPLIFICADORES
Pre-amplificador
É o "pré-amplificador",
um amplificador de baixa potência usado para condicionar o sinal
(normalmente, sinal de microfone) para um nível adequado ao mixer
ou amplificador de potência. Os pré-amplificadores, geralmente
possuem controles de ganho, e eventualmente ajustes de tonalidade (EQ).
Existem pré-amplificadores que utilizam circuitos com válvulas,
que dão uma "coloração" diferente ao som. A característica
mais importante que deve ter um pré-amplificador diz respeito ao
ruído: quanto maior a relação sinal/ruído,
melhor.
Amplificador
É o amplificador de potência,
propriamente dito. Alguns amplificadores possuem um pré, que condiciona
o sinal para o nível adequado. Um amplificador stereo doméstico,
por exemplo, geralmente possui um pré-amplificador para toca-discos
de vinil (embora isso esteja caindo em desuso). Os amplificadores podem
ter também controles de tonalidade, balanço (esquerdo/direito)
e outros recursos adicionais. Alguns têm saídas para 4 caixas,
duplicando os canais do stereo.
No caso de amplificadores de instrumentos
- os "combo amplifiers" - a maioria é mono, e possui um pré
para ajuste de nível e equalização. Muitos amplificadoress
de guitarra são valvulados, pois os guitarristas adoram a distorção
característica da válvula, que dá uma coloração
agradável ao som da guitarra.
Power
Amplificador
É um amplificador sem pré,
só com o estágio de potência. Normalmente é
usado em sistemas de sonorização de show (P.A. e amplificação
de palco), e também em estúdios. Nesses amplificadores, só
há o controle de volume de cada canal, pois o sinal já vem
em nível adequado ("line"). Os amplificadores para sonorização
têm que ter muita potência, e normalmente são usados
em grupos. Os amplificadores de estúdio, também chamados
de "amplificadores de referência" (Reference Amplifiers) têm
como característica principal a resposta "plana", isto é,
sem colorir o som, e por isso raramente são valvulados.
Parâmetros
Relação
Sinal/Ruído e Faixa Dinâmica
O parâmetro "relação
sinal/ruído" (signal/noise ratio) indica a diferença entre
o nível mais alto de sinal que o equipamento pode operar e o nível
de ruído existente no aparelho (no caso de mixers e amps, normalmente
é ruído térmico; no caso de gravadores de fitas, é
o ruído inerente à fita magnética).
Os níveis são medidos
em dB (decibel), que é uma medida relativa (baseada numa relação
entre dois valores). No caso da relação sinal/ruído,
mede-se a intensidade do ruído presente na saída do equipamento,
sem sinal na entrada, e depois a intensidade do maior sinal que pode ser
aplicado sem distorção. A diferença entre eles é
mostrada em decibéis.
A relação sinal/ruído
geralmente é adotada para indicar também a faixa dinâmica
(dynamic range) do equipamento, ou seja, a gama de intensidades que podem
ocorrer no mesmo, e que vai desde o menor sinal até o máximo
sinal sem distorção.
A faixa dinâmica de um CD,
por exemplo, é maior do que 90 dB, enquanto que num gravador cassete
é em torno de 65 dB (se o gravador possuir Dolby ou dbx, essa faixa
pode aumentar para uns 80 dB).
Qual o valor ideal para a faixa dinâmica?
Bem, o ouvido humano pode perceber sons dentro de uma faixa de 120 dB,
que vai desde o "limiar da audição" (o "quase silêncio")
até o "limiar da dor" (digamos, próximo à uma turbina
de jato). Portanto, para um equipamento de áudio responder bem,
do ponto de vista da dinâmica do som, teria que atender à
uma faixa de 120 dB. Entretanto, como ninguém vai ouvir turbina
de avião em seu equipamento de som, adotou-se o valor de cerca de
90 dB para o CD, por ser a faixa dinâmica "normal" de execução
de música (ainda que bem na frente de um sistema de amplificação
de rock pesado possa se chegar aos 120 dB; mas isso não seria uma
coisa muito normal, não é mesmo?).
Entrando um pouco na área
digital, é interessante saber que usando-se números de 16
bits podemos representar digitalmente os níveis sonoros dentro de
uma faixa superior a 90 dB.
Os amplificadores e mixers de boa
qualidade (que não tenham ruído excessivo), normalmente têm
uma faixa dinâmica muito boa, superior a 96 dB. Atualmente, um equipamento
com relação sinal/ruído ou faixa dinâmica abaixo
de uns 90 dB não terá qualidade suficiente para aplicações
profissionais (é o caso dos gravadores cassete).
Distorção
Harmônica (THD)
"Total Harmonic Distortion", ou
seja, distorção harmônica total. É outro parâmetro
de avaliação da qualidade de um equipamento de áudio.
Como os componentes eletrônicos (transistores) não são
perfeitamente lineares, eles criam uma pequena distorção
no sinal de áudio, distorção essa que gera harmônicos
antes inexistentes. Para medir a THD, injeta-se um sinal puro (onda senoidal)
na entrada do equipamento, e mede-se a composição harmônica
do sinal na saída. Os níveis (intensidades) dos harmônicos
são então somados e divididos pelo nível do sinal
original (puro), obtendo-se assim a proporção (percentual)
de harmônicos "criados" no equipamento em relação ao
sinal original.
Tipicamente, hoje os valores de
THD em pré-amplificadores e mixers está abaixo de 0,01%.
Em amplificadores de potência a THD fica abaixo de 0,5%.
Colaboração :O mundo da eletrônica.
|