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Geradores Elétricos
Percorrendo os fios condutores
de nossa casa até seu outro extremo, chegamos à fonte da corrente elétrica, que
faz funcionar nossos aparelhos, ou seja, a usina elétrica. No interior da usina,
os geradores de energia elétrica são movidos por turbinas - dispositivos em
forma de hélice, que pode ser acionada por vapor ou água.

Entre as fontes elétricas
artificiais conhecidas - como pilha, bateria e usina, esta última é a que pode
gerar maior quantidade de energia elétrica. As usinas mais comuns
são:
- Hidrelétricas: onde a
eletricidade é obtida através da passagem de água por turbinas situadas na
base da represa; quanto maior a queda d'água, mais energia mecânica pode ser
convertida em energia elétrica;
- Termoelétricas: onde o
calor obtido pela queima de carvão ou óleo aquece a água, produzindo vapor; o
vapor faz girar a turbina, que aciona um gerador de eletricidade;
- Nucleares: onde o
calor produzido por reações nucleares aquece a água, produzindo vapor; este
vapor faz girar as turbinas que acionam geradores de eletricidade;
Mas afinal o que é um Gerador? Um Gerador Elétrico é um aparelho
que transforma em energia elétrica qualquer outro tipo de
energia.
Devido a esta
transformação, observa-se entre os terminais dos geradores a presença de uma
diferença de potencial (ddp). Portanto, se as extremidades de um fio condutor
forem ligadas aos terminais de um gerador, se estabelece uma corrente elétrica
no fio.
Existem
diversas modalidades de energia que
podem ser transformadas em elétrica. Em função disto, para cada tipo de
transformação, podem ser encontrados geradores capazes de efetuar estas
mudanças.
Geradores
Químicos
Mergulhando-se parcialmente
duas placas de metais diferentes, convenientemente escolhidos, em um ácido ou
uma base, ou ainda numa solução de sal e água, verifica-se o aparecimento de uma
ddp entre as placas.
Como a ddp que
surge se deve a reações químicas que ocorrem entre a solução e as placas,
concluímos que: o dispositivo constituído por placas de metais diferentes,
convenientemente escolhidos, mergulhadas parcialmente em soluções ácidas,
básicas ou salinas, é um gerador, pois transforma energia química em elétrica.
Este tipo de gerador é chamado de gerador eletroquímico.
O primeiro
gerador eletroquímico foi inventado em 1800 por Alessandro Volta (1745-1827).
Era constituído por uma placa de cobre (Cu) e outra de Zinco (Zn) parcialmente
imersas em uma solução aqüosa de H2SO4 (ácido sulfúrico). A ddp que obtemos com
esse gerador é da ordem de 1 V. Ela surge porque as placas metálicas se
dissolvem no ácido, enviando íons de cobre e zinco para a solução.
A placa de
cobre se dissolve mais que a de zinco, ficando assim com um potencial mais
elevado. Por esse motivo o seu terminal é o pólo positivo e o do zinco é o pólo
negativo.
Os geradores
eletroquímicos são largamente utilizados na nossa vida cotidiana. Os principais
tipos são os acumuladores e as pilhas. Podemos associá-los, formando baterias.
Portanto, a uma associação em série de geradores eletroquímicos (pilhas ou
acumuladores) damos o nome de bateria.

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Pilhas são geradores
químicos |
O gerador de
um automóvel é uma bateria que
resulta de uma associação em série de 3 ou 6 acumuladores conforme ela seja de 6
V ou 12 V, respectivamente. Cada acumulador mantém uma ddp de 2 V entre seus
terminais.
Esses
acumuladores têm, geralmente, as suas placas de chumbo parcialmente imersas em
solução aqüosa de H2SO4.
O gerador de
uma lanterna é a pilha chamada de “pilha seca” que mantém entre seus terminais
uma ddp de 1,5 V. Ela é constituída, geralmente, de um bastão central de carvão
(terminal positivo) envolvido por um tubo de zinco (terminal negativo),
existindo entre ambos uma solução pastosa que contém MnO 2, grafite e NH4Cl.
Tanto o
acumulador como a pilha seca são geradores eletroquímicos que estabelecem
correntes contínuas entre seus terminais.
Geradores
Térmicos
No século XVIII, Alessandro Volta, o
inventor da pilha voltaica, verificou que se aquecermos a junção ou a solda que une dois metais diferentes,
constatamos o surgimento de uma ddp entre seus terminais.
Em 1822, um
físico alemão, Thomas J. Seebek, aproveitando as observações de Volta a respeito
do efeito da temperatura sobre o potencial de contato, construiu o par
termoelétrico, que consiste de duas tiras de metais diferentes, unidas em uma
das extremidades.
Assim podemos
dizer que o dispositivo constituído por dois metais que têm uma de suas
extremidades soldadas entre si é um gerador témico pois, quando a junção é
aquecida, este dispositivo é capaz de transformar o calor recebido na junção em
energia elétrica.
Podem-se
juntar diversos pares termoelétricos, para produzir uma pilha termoelétrica, que
é um detetor extremamente sensívelde raios térmicos.
Geradores Magnéticos
Os geradores elétricos são os mais
comuns. Aproximadamente 99,9% da eletricidade consumida diariamente provem
desses geradores. Faraday foi o primeiro a demonstrar que um condutor que se
desloque em um campo magnético, ou vice-versa, será percorrido por uma corrente
elétrica se estiver ligado a um circuito externo. Mais tarde, Fleming constatou
uma relação simples, a “regra da mão direita”, que estipula que se o polegar, o
indicador e o médio da mão direita forem colocados em ângulos retos, com o
polegar indicando a direção do movimento e o indicador o campo magnético (N a
S), então o dedo médio indica a direção do fluxo da corrente.
O movimento
rotativo dos geradores magnéticos é muito fácil de ser obtido, trabalham segundo
o princípio da rotação de uma bobina de fio em um campo magnético, ou de um
campo magnético ao redor de uma bobina. Um simples gerador consiste em dois imãs
adjacentes, de pólos opostos (ou o tipo ferradura) com uma bobina de fio, de
livre rotação, colocada entre eles. As extremidades das bobinas são levadas a
anéis coletores metálicos, chamados anéis de contato, e a corrente é recolhida
desses anéis por tiras corrediças fixas chamadas escovas, constituídas de
carbono. A bobina gira por meios mecânicos.
A corrente
máxima é gerada quando os lados da bobina cortam os lados do campo magnético em
ângulos retos, o que acontece somente duas vezes em cada revolução, quando o
eixo da bobina estiver paralelo ao campo magnético. Quando o eixo da bobina
estiver perpendicular ao campo magnético, as linhas de força não são cortadas e
assim não há geração de corrente. Entre essas posições a corrente varia de zero
ao máximo, e seu valor depende do ângulo em que a bobina corta o campo
magnético.
À medida que a
bobina gira, seus lados cortam o campo magnéticoalternadamente, em sentidos
opostos. A corrente induzida muda de sentido a cada meia revolução, gerando
assim uma corrente alternada (c.a.). A corrente aumenta de zero ao máximo em um
sentido, cai a zero outra vez e depois inverte, seguindo um padrão idêntico em
sentido oposto, o que se repete a cada revolução.
Geradores
Eletrostáticos
Transformando a
energia de um campo eletrostático que existe entre duas cargas opostas em
eletricidade, teremos a eletricidade estática.
Quando os
elétrons passam de um ponto de excesso a um ponto de deficiência, os átomos
ficam positivos e procuram por cargas negativas (elétrons), provocando
descargas.
A ciência
tentou, em laboratório, produzir descargas em miniatura. Mesmo em escala
reduzida, é necessário enorme tensão elétrica para fazer com que os elétrons
saltem, digamos, através de 5 metros de ar, de uma esfera de carga negativa para
uma de carga positiva. O cientista norte-americano, Robert Van der Graaff,
projetou, em 1931, uma máquina que punha continuamente pequenas cargas elétricas
dentro de um “ recipiente” grande,
aumentando, assim, a sua carga. Essa máquina ficou conhecida como gerador de Van
der Graaff.
Ela consiste
de uma de uma esfera metálica, grande e oca, colocada sobre um tubo comprido. A
esfera é o “ recipiente” para a carga elétrica. O tubo sustenta a esfera
metálica e é feito de algum material isolante, a fim de evitar que a carga
acumulada na esfera se escoe para o solo.
A eletricidade estática é usada para
produzir descargas de raio em miniatura; em pesquisas atômicas, pois ele gera a
grande tensão elétrica necessária para o bombardeio dos núcleos de átomos; em um
dispositivo usado para filtrar poeiras e fuligem; na fabricação de lixa e
abrasivos semelhantes.
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